domingo, 15 de abril de 2012

TãoEu'



Tenho medo que um dia isso me aconteça ....
               [..]
        Mas vai acontecer, todos os meus medos viram pesadelos constantemente (y)


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Sabe, acho que quero mudar.





Aqui é cansativo. Entenda bem a frase anterior: aqui, em mim, é cansativo. Observe bem entre as vírgulas, leia com atenção e não se deixe enganar fácil nas minhas palavras cheias de trocadilhos e tropeços.. A casa atual está caindo as pedaços muito frequentemente. Há dias em que a umidade leva consigo quase toda a tinta, deixando marcas na parede que já nem conserto mais. O reboco vai caindo, você precisa ver o quão deprimente isso está ficando! Algumas portas fazem um barulho horrível quando abertas, creio eu que já se desacostumaram com isso. As janelas quase enferrujaram e o trabalho para salvá-las é um pouco árduo. Há sombras por aqui que não encontram o seu corpo correspondente. Que coisa mais louca, você não acha? Parece mal assombrada, você pensará, mas é apenas o meu lar - dentro de mim, não esqueça.
Por fora, colori as paredes, dei tons alegres e até pendurei uma plaquinha receptiva às visitas na porta de entrada. A casa é tão linda e inteira por fora… Então, após você adentrar, descobre que quer fugir, sair por aquela porta e sequer ficar para o café que há muito está esfriando esperando por visita. Você descobre que a casa é nova, mas parece ter sofrido um furacão internamente. A cama, a única que a integra, não vê sonhos há muito tempo. Ela parece que perdeu o jeito de servir às noites de sono. A cama talvez não, eu, quem sabe…
Acho que quero me mudar… Quero uma casa com sacada para respirar fundo pela manhã, uma cozinha espaçosa para os cafés e almoços de domingo, uma cama que conforte choros e abrigue os sonhos, portas grandes e janelas de cor clara, sempre abertas e com cortinas de renda. Quero um quintal para desenhar no chão, aproveitar o sol e sentir os espaços sendo preenchidos pouco a pouco. Quero visitas. Quero, sobretudo, companhia na minha morada.
A casa irá ruir. Antes do desastre, vou-me embora. Já cansei de reformas. Vou construir tudo do zero. Sinto que preciso querer me habitar.





Necessidade de sumir.





Ás vezes me olho no espelho, e não enxergo mais aquela menina. Penso sucessivamente "Onde foi parar? Será que foi certo?". Será que fui longe demais ou o destino fez de propósito? Fui percebendo que todos precisavam me ver sofrer, me auto-dilacerar sem perceber. Foi aí que errei. Eu sofri, deixando nítido. Foi quando percebi que aquele tal reino encantado não existia. O mundo é cruel, possessivo e mercenário. Mórbido. Aquilo me corroia cada dia mais, e eu me cansava, vi que para meu coração não havia mais concerto que resolvesse. As borboletas no estomago já não obtinham a mesma graça de antes, a ansiedade para lhe ver mudou para uma ansiedade incontrolável para que isso acabasse, o tal de amor não me parecia mais perfeito como os romances dos filmes. Estava sedenta, sedenta de felicidade. Na verdade ainda permaneço assim. Eu me levantei, sensata, mesmo sem um pingo de forças. Quando percebi meu propósito de vida havia mudado. Passou de "Por que não?" para "Foda-se.". Daí que veio a tal necessidade de fugir.

Fim Do sonho,


só me lembro de um sussurro discreto dizendo algo como "fim". Talvez o fim do próprio sonho. Mas quem estou tentando enganar? Pelo menos daquilo eu tinha certeza: era o fim de nós. Não o fim do nosso amor, porque amor não se vai, ele fica lacrado dentro de um buraco no peito quando é rejeitado. Mas as pessoas sempre arrumam um jeito de burlar a segurança do coração, e deixam esse amor sair de novo. Foi o que fizemos durante anos: deixamos o amor florescer quando já não era nem mais perceptível. No entanto, sempre acontecia algo que nos fazia trancá-lo novamente. E burlar a segurança. E trancá-lo. E burlar. E trancar. Burlar. Trancar. Tanto que já estávamos acostumados à todo aquele sofrimento que insistia em nos seguir. Até aquela noite. Pois sabíamos que era o fim. Nem seus olhos podiam mentir. Era o fim, de verdade. O nosso fim.



PREDESTINADOS



Você me disse:

- Não dá mais, eu vou embora... Chegou o tempo de seguir novos caminhos...
Nós concordamos, que chegou a nossa hora e assim partimos, pra encontrar novos carinhos... Até tentamosmas nem esquentava o ninho, pois não passava de mais uma fugaz paixão... E assim foi indo, os anos foram passando e a cada dia, aumentava nossa solidão...
Mas o destino que aproximou a gente, tentou de novo, pra apostar na nossa união.
E assim nos vimos novamente, frente a frente,
então sentimos, que somos um só coração...





sábado, 7 de abril de 2012

(y)


(…) Quando você chegou descobri que faltava tudo.



Encontrei e reencontrei pedaços meus. 
Me vi em seus olhos, em seus abraços, em suas palavras. 
Me vi de novas formas. 
Formas tão boas.
 Formas tão minhas, tão suas. 
Descobri que posso muito mais do que imagino. 
E que nunca vai faltar um abraço para me acolher, um apoio para me encorajar, um carinho para me encontrar.


Mas tem que ser ele, Zé.


 Ele e só ele. Ninguém mais além dele. Ninguém mais além daqueles olhos deslumbrantes que me faz apaixonada. Ninguém mais além daquela gargalhada gostosa de se ouvir. Traga-me ele, Zé. Traga-me aquele rapaz de sorriso perfeito e estatura alta. Preciso muito sentir o aconchegante abraço daquele moço de bermuda escura. Só de imaginar um beijo daqueles lábios macios e carnudos que eu… Céus! Eu enlouqueço! Enlouqueço por completo, Zé! Seria tão bom ter aquelas mãos juntas nas minhas… Seria tão perfeito ter aquele corpinho meio desajeitado no meu lado esquerdo da cama… Seria tão bom o ter por completo. Mas ele não me quer. Ele nem ao menos deve se lembrar da minha humilde existência nesse mundo insignificante. Por que é que as coisas não podem ser do jeito que nós queremos, Zé? Por que é que as peças insistem em ter um encaixe tão diferente uma da outra? Eu insisto tanto em bater na mesma tecla na esperança de ter um resultado diferente que acabo quebrando aquele maldito botãozinho. Mesmo ele não me querendo, mesmo ele não me lembrando, mesmo ele não me olhando, eu vou para sempre amá-lo. Com toda a minha alma, eu vou amá-lo. Independente da minha tamanha burrice, eu vou amá-lo eternamente. Como diz aquele ditado clichê e realista… “É melhor você se arrepender daquilo o que fez do que se arrepender daquilo o que não fez.” E cá entre nós, eu não me arrependo de amá-lo tanto assim. Não me arrependendo nenhum pouco de ter me entregado sem pensar no futuro, pensando apenas em ser feliz e em nada mais. Se eu tenho o amor da minha vida comigo, por que é que vou me preocupar com outras coisas? Isso é tudo que eu mais preciso e mais quero. Você aqui comigo, pra me ajudar, pra me sustentar, pra me dar força. Para me aquecer nas noites frias, para me molhar nos dias quentes. Para andarmos pelas ruas de mãos dadas e dedos entrelaçados. Para dividirmos a pizza, a cama, os momentos, a vida. Isso é tudo o que eu mais desejo: te-lô ao meu lado. Poder lhe chamar de “meu” e ouvir de tua boca chamando-me de “minha”. Tudo o que eu preciso é tê-lo comigo. Ser envolvida pelos teus braços quando algo me atormentar, ter a boca adoçada pelos os teus beijos quando eu precisar gritar, ter o corpo esquentado pelo dele quando eu quiser calor. Definitivamente, é tudo o que eu mais desejo: E-L-E. Assim mesmo, deste jeito: Separadinho, grande, negritado e em destaque. Ele para mim, somente ele e somente para mim. É só disso que eu preciso. de nada mais. Aliás, o que mais precisaria se tivesse o motivo do meu viver, andando lado à lado comigo? O que mais precisaria se aquelas mãos desajeitas, encaixassem imperfeitamente em minhas pequenas mãos? O que mais neste mundo me faria tão feliz quanto viver ao lado do meu grandão? Nada. Digo e repido, nada. Não estou exagerando, juro juradinho. Viciei-me em tal desejo de tê-lo comigo. Meu peito tem absorvido saudade, dia após dia. Irônico mesmo não é? Ter saudade do que nunca se teve? Pois bem, eu tenho. E assumo, confesso, admito. Sou perdidamente apaixonada por algo que nunca foi meu, digo, alguém. Sou enlouquecidamente apegada à um corpo que nunca esteve junto ao meu. Amor platônico, talvez seja o conceito para o que muitos diriam sobre o meu sentimento. Mas eu, eu mesma, não acredito que seja só isso. Só amor, só platônico. É mais, é bem mais. O que sinto vai além do que dizem, além do que sabem. O que sinto vai além do que as palavras possam dizer. O que eu sinto vai além de qualquer conceito. O que eu sinto, aqui dentro, vai além do que qualquer pessoa possa decifrar. Do meu sentimento por ele, só eu sei. Digo, às vezes nem eu sei. Só sabe-se ao certo que é intenso, é forte, é arrebatador. É maior que eu, é maior que ele, é maior que o amor. Não que eu saiba a intensidade do amor, aliás, não sei a intensidade nem do que sinto. Mas posso garantir: É maior do que qualquer palavra possa descrever e qualquer frase possa conceituar, Zé.


Entendi que sinto falta das memórias, não de você.



 E ainda assim, dói. Dói porque é uma pena ver que aquele menino que eu conheci e me encantei não existe mais. Eu gostava tanto de você, principalmente porque não encontraria você em nenhum outro. Porque você era único. E agora você é igual a todos os outros. E é por isso que eu não sinto mais a sua falta. Mas ainda sinto falta das memórias e, não importa do quê, sentir falta machuca. E todas as vezes que me dá vontade de chorar, eu lembro que não vale a pena, porque acabou, porque aquele que eu amava não existe mais. Mas, fazendo isso, a vontade de chorar só aumenta. Porque eu faria tudo que pudesse pra evitar que tudo isso tivesse acontecido, mas eu não pude e isso também me dá vontade de chorar. Aquele você morreu e eu quero passar a minha vida inteira de luto. Mas não adiantaria nada, então eu procuro seguir em frente. E eu não sinto mais nada quando te vejo, mas quando não vejo, lembro de tudo e dói. E eu não sei o que fazer com o seu fantasma, que nunca me deixa em paz. Eu nunca vou encontrar aquele você em outra pessoa e eu sei disso, ainda que continue procurando. Por que teve que ser assim? Por que eu sempre faço tudo errado e por que isso virou uma coisa em comum entre nós agora? Eu sempre fui toda errada e você era o que me dava vontade de acertar. E eu me torturo todas as noites me perguntando se teria sido diferente se eu tivesse pedido pra você ficar, embora não fosse justo. Eu não amo você, mas eu nunca vou deixar de amar as nossas lembranças. E ao mesmo tempo que eu as amo, eu também odeio. Odeio porque você foi embora e elas nunca o fazem. Sentir falta delas o tempo todo tentando o máximo possível não sentir falta de você me bagunça por inteira. Eu não sei lidar com nada disso. E eu admito que nunca soube lidar com nós dois, mas eu amava você e isso deveria ter sido o suficiente. Deveria, mas não foi. E eu tenho vontade de chorar de novo. E eu tô escrevendo isso chorando porque não era pra eu estar escrevendo ou sentido nada disso, mas eu não sei deixar de escrever sobre a gente ou de sentir. Mas eu escrevo porque deixar de escrever não faz com que eu deixe de sentir falta da gente. Deixar de falar sobre isso não faz com que eu deixe de sentir falta da gente. Deixar de sentir sua falta não faz com que eu deixe de sentir falta da gente. Nada faz com que isso aconteça e eu fico preocupada porque eu tenho a impressão de que nunca vai passar. E se não passar, eu nunca vou ser inteira e completa. E eu era inteira e completa com você, embora não tenha sido assim desde o início, eu fui. E continuaria sendo se você não tivesse deixado de ser comigo. Eu não soube fazer você ficar e isso me dói porque eu nunca sei. E eu não quero mais que ninguém entre na minha vida porque eu vou ficar procurando você nelas e isso é desgastante demais. E eu nunca disse isso pra ninguém, mas eu tenho muito medo de que você volte a ser quem você era por causa de outra pessoa e eu perceba isso. Embora eu saiba que isso não vai acontecer, na verdade, eu não sei. O amor muda as pessoas e pode mudar você. Mas pensar nisso é a pior coisa do mundo porque eu não quero que você se apaixone. E eu não quero que outra pessoa escreva seu nome errado pra te irritar. Nem que você abrace outra pessoa do jeito que você me abraçava. Nem que você planeje o seu casamento com outra pessoa e que combine com ela que a casa estará sempre lotada de club social. E eu tenho medo de que eu nunca saiba fazer essas coisas com outra pessoa sem pensar em você. Eu tenho medo de nunca me apaixonar por outra pessoa como eu me apaixonei por você. Eu tenho medo de não conseguir sentir mais nada por ninguém por sua causa. Eu tenho medo de não deixar de lembrar de você ao escutar uma música qualquer. Eu tenho medo de nunca seguir em frente de verdade quando você fez isso há muito tempo e eu só percebi agora. Eu tenho medo de nunca deixar de contar quantos meses fazem que você foi embora e quantos meses fariam se você não tivesse ido. E eu tenho medo que um dia você esqueça meu nome quando eu sempre vou lembrar de você, mesmo que um dia não doa mais. Eu tenho medo de nunca parar de chorar porque embora agora eu só chore de vez em quando, ainda dói o tempo inteiro. E eu gostava tanto de você e fica difícil não ter recaídas de vez em quando. E você já gostou tanto de mim que fica difícil de aceitar que isso tenha acabado. Eu não sei ser madura ou forte o suficiente pra saber fazer com que tudo isso vá embora de vez, assim como você foi. Que droga, eu não queria admitir isso, mas eu queria que você também sentisse falta da gente, embora não sinta mais a minha falta como eu não sinto mais a sua. E sem você aqui tudo o que eu sei é ser essa menina frágil. Eu também era frágil quando estava com você, mas isso não costumava ser uma coisa ruim, porque você era a minha força. E lembrar disso dói de um jeito que você nem imagina porque você deve ter esquecido. E agora as lágrimas não estão mais deslizando sobre meu rosto porque estou no intervalo da minha dor que sempre aparece quando ela vem forte demais, mas isso não me deixa aliviada, porque o efeito dessa anestesia não é nem um pouco duradouro. E quando passar, a dor vai voltar. Provavelmente não tão forte quanto agora e é isso que me preocupa, porque quando ela vem suportável, não tem intervalo ou anestesia, por tanto ela fica até virar mais intensa e o ciclo se repetir. Laleska Alves


sexta-feira, 6 de abril de 2012

(..)


Quero




meus amigos de verdade sempre perto. Minha família sempre ao lado. Gente boa me rondando. O resto eu não quero. Gente que suga, que só quer, que não sabe ouvir, que tem inveja, que não sabe rir de si mesma. Não quero isso na minha vida. Eu quero claridade, entende? Gente clara, transparente. Que pisa na bola, mas entende, volta atrás, se assume.


Quero tudo novo de novo.


Quero não sentir medo. Quero me entregar mais, me jogar mais, amar mais. Viajar até cansar. Quero sair pelo mundo. Quero fins de semana de praia. Aproveitar os amigos e abraçá-los mais. Quero ver mais filmes, ler mais. Sair mais. Quero não me atrasar tanto, nem me preocupar tanto. Quero morar sozinha, quero ter momentos de paz. Sorrir mais, chorar menos e ajudar mais. Quero ser feliz, quero sossego. Quero me olhar mais. Tomar mais sol e mais banho de chuva. Preciso me concentrar mais, delirar mais. Não quero esperar mais. Quero fazer mais, suar mais, cantar mais e mais. Quero conhecer mais pessoas. Quero olhar para frente. Quero pedir menos desculpas, sentir menos culpa. Quero mais chão, pouco vão e mais bolinhas de sabão. Quero ousar mais. Experimentar mais. Quero menos ”mas”. Quero não sentir tanta saudade. Quero mais e tudo o mais. E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.