sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Eu aprendi com você que histórias podem começar iguais,


porém ter finais diferentes. Eu descobri isso semana passada quando eu estava fazendo mais de alguns planos para ficar com você, e eu lembrei que já tinha feito isso antes, antes de encontrar você, antes mesmo de você descobrir que no meu lado esquerdo meu sorriso é mais encantador, alguém já tinha me dito isso antes, e como meus cabelos são realmente pretos, e macios também. Acho que tudo que eu tinha há um tempo era um dicionário de palavras que colecionava com cada pessoa que passava em minha vida, aliás, cada uma que passa sempre deixa uma coisa que você mesmo se recusando lembrar, te faz lembrar o quanto ela é especial. Então, recusando a minha capacidade de não aceitar, você me obrigou a admitir uma coisa: você é diferente. E, no entanto, todos os dias sou obrigado a admitir isso quando acordo, será que é amor? Eu jurei não depender de você, mas por que quando acordo é um sinal seu que procuro? Ficou redundante escrever, sabe por quê? Não existe outro assunto além de você. E por isso que eu digo que começou de novo, porque já passei por isso uma, duas, três vezes, mas quando estou com você por um momento esqueço o quanto o ser humano é estúpido e me entrego, como se existisse uma exceção no mundo, e que ela fosse você. E eu poderia questionar porque ser você, é o que o ser humano faz, mas descobri que sou melhor com você, que se fosse pra escolher um sorriso, eu escolheria o seu mesmo sendo torto, mesmo que exista todos os motivos pra constatar que você vai me fazer chorar tanto, e que é totalmente errado. O certo não seria deixar alguém que te faz bem, a quem faz seu coração sair pela boca, e mesmo não tendo tanta certeza do que o certo, ainda tenho uma visão do que é um futuro, o nosso, porque é isso que faço quando acordo até quando durmo, e no meio do tempo, você está me dando mais motivo pra continuar insistindo. E mesmo sem ter certeza de tudo, a gente vai escrevendo, agindo sem previsão de nada, mas com planos. E eu descobri isso, tudo porque semana passada você me disse que me amava, e eu senti uma necessidade de dizer que todos os dias queria ouvir isso, porque talvez seja você, uma pessoa que independente de dias, e meses, resolve ficar sempre.


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Que a força do medo que tenho



Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Vem meu anjo, vem e fica.




Voltei pra cama e abracei o travesseiro.

“Voltei pra cama e abracei o travesseiro. E continuei pensando em como tudo era bom. Em como tudo era pra ser bom. Aí veio uma lágrima. E outra, outra, outra. Inevitável.” — Clarissa Corrêa

E continuei pensando em como tudo era bom. Em como tudo era pra ser bom. Aí veio uma lágrima. E outra, outra, outra. Inevitável.


Ele me esnoba, desconto nos outros, va entender :@





-- Purifica o teu coração antes de permitires que o amor entre nele, pois até o mel mais doce azeda num recipiente sujo.


Quero novos sorrisos, os velhos já não me servem mais.




No fim de tudo a gente fica se perguntando: 
                                     Porque não deu certo? 
                                                [..]
                                                          E a resposta clássica e indiscutível: 
                                                                             Não era pra ser.


Eu ando na minha, quieto.

Parece que desisti, mas na verdade esse é o meu jeito de esperar.


Depois de um tempo






entendi que esquecer não significa ignorar uma chamada no telefone. Nem evitar reencontros casuais. Eu descobri que quando você esquece você atende o celular e sua voz não falha, que reencontros casuais não faziam as pernas tremerem. O único lado bom é não sentir mais nada.