colocar velas a todos os santos, pedir ajuda em toda a agenda
telefônica, colocar anúncio no jornal clamando por uma saída?
Não, não vou.
Eu
vou me olhar no espelho, lavar o rosto e dormir mais uma noite. Eu vou acordar,
lavar o rosto novamente e encarar o forte sol que vem lá de fora. Eu vou sem
entender, sem questionar e até sem desabafar. Eu vou sem gritar aos quatro
cantos que aqui dentro há dores, problemas, memórias infortunadas. Eu vou parar
em frente ao prédio mais alto e não me atirar, vou atravessar a rua mais
movimentada e não parar, vou jogar no lixo aquilo que me estraga.
Eu vou dar os
meus jeitos de viver.
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