terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Vou fazer o quê?


colocar velas a todos os santos, pedir ajuda em toda a agenda telefônica, colocar anúncio no jornal clamando por uma saída? 
                                                   Não, não vou. 
Eu vou me olhar no espelho, lavar o rosto e dormir mais uma noite. Eu vou acordar, lavar o rosto novamente e encarar o forte sol que vem lá de fora. Eu vou sem entender, sem questionar e até sem desabafar. Eu vou sem gritar aos quatro cantos que aqui dentro há dores, problemas, memórias infortunadas. Eu vou parar em frente ao prédio mais alto e não me atirar, vou atravessar a rua mais movimentada e não parar, vou jogar no lixo aquilo que me estraga. 
        Eu vou dar os meus jeitos de viver.

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